domingo, 25 de setembro de 2011

Feliz aniversario?


As comemorações do 59º aniversario de Vitorino deixaram a desejar. Como sempre, planejam a festa e esquecem o mais importante, a história da cidade, os fundadores, os trabalhadores, moradores e todos aqueles que fizeram e fazem nossa cidade acontecer. Preparam a festa, Mas não convidam o aniversariante, essa é a impressão que se tem.

Mostram uma história que nada tem aver com a nossa. As coreografias e os refinados trajes utilizados no desfile homenageiam personagens que passaram longe daqui. “Obrigam” os estudantes a vestirem uniformes de soltados do tempo do Brasil Império, época em que os únicos habitantes dessa região eram os animais que desfrutavam livremente de uma densa floresta intocada.

Sem nos darmos conta, a verdadeira história está sendo esquecida (e isso não é de hoje). Esquecemos os verdadeiros heróis e exaltamos o colonialismo, o coronelismo, o militarismo, elites e políticos. Esquecem que os verdadeiros construtores desse pequeno município foram e são pessoas simples, trabalhadores rurais em sua maioria.

Quanto às apresentações de hoje propriamente ditas, foram “sem graça”, prevaleceu a desorganização e a politicagem.

sábado, 24 de setembro de 2011

25 de set. 59º Aniversario de Vitorino


Batalhando pela grandeza da terra
A luta na inspira tanto horror
E conquistando os louros dessa guerra
A batalha foi um sonho de primor.

Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! E trabalhar
Trabalhar pela grandeza da terra
É o lema guerra do povo de cá.

Nossos corações esquecem o passado
O trágico sentimento de rancor
Fincando este episódio retratado
No estandarte da paz do nosso amor

Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! E trabalhar
Trabalhar pela grandeza da terra
É o lema de guerra do povo de cá.

E sonhando com o passado da guerra
Nosso espírito interpreta gloriosamente
O gingante que em seus olhos se encerram
A bravura e a tradição de nossa gente.

Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! E trabalhar
Trabalhar pela grandeza da terra
É o lema de guerra do povo de cá.

Neste lema o povo vitorinense
Se orgulha entrar na luta sem temor
Feliz cultuando a flama maranhense
Que seu garboso exército conquistou.

Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! Batalhar! E trabalhar
Trabalhar pela grandeza da terra
É o lema de guerra do povo de cá.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Aos que não acreditam que a água pode acabar

EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS

Deli, Índia. Todos querem, apenas, um pouco de água...

Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume,
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui do glaciar de Pitztal, na Áustria, cobrem o glaciar
com uma manta especial para proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...

Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço
indiscriminado do desenvolvimento.

Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poços profundos em busca
do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra. 

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento
de embarcações que nunca mais zarparão...

VALORIZE A ÁGUA! 
EM 
ALGUNS LUGARESELA
 NÃO EXISTE MAIS...
Marilda Benevides
Colaboração do amigo Edvalson (Mocoin)

sábado, 17 de setembro de 2011

A agonia do rio Grajaú


Não há muito que dizer, as imagens falam por si mesmas; porém, há muito que fazer. Desde que o mundo é mundo, os rios representam agregadores de espécies vivas, inclusive de seres humanas, quantas cidades e civilizações não surgiram às margens de rios?! O rio Nilo, por exemplo, se confunde com a própria história do Egito; e o que falar do Ganges, adorado pelos indianos?! O Sena, o Tigre, o Prata.

Os exemplos da boa relação com os rios são muitos, mas infelizmente não é o nosso caso. Nossa cultura é de destruição, pouco nos importamos com nossas águas, talvez por tê-la em abundância tendamos a achar que nunca vai acabar.

A ganância de fazendeiros, empresários e o desconhecimento das populações ribeirinhas estão fazendo com que nossos rios agonizem lentamente até a morte. Mas não são somente os envolvidos diretamente com o rio que são os causadores da destruição, conscientemente ou não, todos nós somos responsáveis, pois, a partir do momento que não nos preocupamos com a causa e não cobramos providências, estamos também colaborando para o desastre.

Em visita ao rio Grajaú, tive a certeza que se nada for feito o quanto antes, em pouco tempo não teremos mais o rio. Tido como morto por muitos estudiosos, o rio pede socorro e mostra que ainda não morreu.

Como se percebe nas imagens, a destruição é latente, na maior parte do rio anda-se com água a altura da canela, em boa parte, não chega a um palmo de profundidade; matas ciliares?... quem liga para isso?... praticamente não existem! O rio está cada vez mais largo e consequentemente, mais raso. É preciso recuperar urgentemente as margens, caso contrário, em pouco tempo, teremos dunas no lugar da água.

Peixes são raros, se é que ainda existem! Importamos de longe e nem pensamos na possibilidade de tentar recuperar o rio para termos peixes mais acessíveis e frescos.

É preciso envolvimento e engajamento para salvar o Grajaú. Por enquanto a preocupação que se tem é com a construção sem fim da ponte e seus milhões que sabe lá Deus para onde estão indo. O rio tenta manter o seu curso, diferentemente das verbas públicas da ponte.