segunda-feira, 27 de julho de 2015

Um mito


Na última sexta-feita, dia 24/07, morreu a ilustre Maria Helena. Diante do que ela "causou" em Vitorino ao longo de sua vida, não poderíamos deixar de publicar uma singela homenagem e prestar nossos sentimentos à família.

Maria Helena foi uma das pessoas mais conhecidas de Vitorino, com seu jeito extravagante, excêntrico e até debochado, conseguiu se tornar uma pessoa de presença marcante, não só pela sua personalidade, mas também pelo seu modo de se vestir, de agir, de se comportar. Amada por uns odiada por outros, mas sempre despertando curiosidade e atenção.

Sem se importar com as críticas e olhares de reprovação, Maria Helena era autêntica, não se curvava a padrões estéticos de beleza, nunca se deixou levar pela moda ao se vestir, sempre cuspindo na cara da sociedade careta e machista que a rodeava; Maria Helena viveu intensamente a liberdade de ser livre, livre de dogmas, preconceitos, modismos, etiqueta, bons modos e milhares de outros freios que a sociedade usa para reprimir e conter o ânimo e a essência de cada um de nós. Foi autêntica, original, foi ela mesma e ponto final. Viveu como quis, sem se preocupar em agradar ou desagradar quem quer que fosse. Alguém tem dúvida que ela foi feliz? Ela é a prova de que a felicidade vem de dentro para fora e não o contrário. Sempre escapou a qualquer padrão social estabelecido e como se tivesse consciência de que pessoas como ela, que fogem aos padrões, vivem menos, saiu por aí a desfrutar da vida, não se contentando com a segurança de estar em casa, queria mesmo era andar por aí, conhecendo pessoas, descobrindo lugares, falando sobre qualquer coisa e fazendo o que lhe desse na telha.

Viveu livre como um pássaro. Viveu contrariando os padrões e regras impostas e no momento da morte não foi diferente, partiu cedo, sem se despedir, de forma inusitada, surpreendendo a todos como sempre.