sábado, 12 de outubro de 2013

Era uma vez...

Apesar de nos últimos anos estarmos passando por um período difícil em nossa história, com crimes e barbáries de toda ordem, temos sim muita coisa boa para contar sobre o povo de cá; histórias memoráveis que ao poucos foram caindo no esquecimento, pessoas ilustres que se destacaram mundo a fora, acontecimentos marcantes nas lembranças dos mais velhos, lembranças de quando Vitorino era uma cidade pacata, calma, pacífica, etc. Hoje, como dizem por aí, somos a cidade do "já teve", já teve de tudo. Teve um tempo em que as viagens de Vitorino a Bacabal eram feitas de avião; se alguém tinha alguma coisa a resolver em Bacabal, bastava se dirigir ao campo de aviação, onde hoje é a avenida Joaquim Pinto, e pegar o avião em direção a Bacabal.

Teve um tempo em que produzíamos nosso próprio alimento, existiam inúmeras usinas de "pilar" arroz, havia produção de feijão, melancias nas vazantes do rio Grajaú, e uma infinidade de outras variedades da nossa culinária que eram produzidas por nós mesmos, mas isso já teve; hoje vem tudo de fora, não se planta mais nada, não se produz praticamente mais nada por aqui, as terras foram todas concentradas nas mãos de empresários que as transforam em pasto, para onde se olha, só se ver capim, até a banana vem de fora e as famílias que antes viviam da produção familiar, passaram a padecer na cidade sem ter o que produzir, vivendo de bolsa família.

Tempos em que Vitorino tinha presença no cenário regional e até nacional. Conta-se que um morador de Vitorino, muito respeitado e influente, sofreu um grave acidente e o presidente da República á época, ao saber do acontecimento, mandou busca-ló aqui em Vitorino a seus cuidados para tratar do caso na capital federal.

Não quero ser saudosista, até porque muitos desses acontecimentos eu não vivi, conheço de ouvir os mais velhos contar, nem quero com isso dizer que "naquele tempo" era tudo as mil maravilhas, longe disso, havia muito mais dificuldades que hoje. A grande maioria das pessoas trabalhava na roça, andava horas no lombo de aminais para vender o que produziam, seja o coco babaçu, o carvão, a farinha de mandioca, banana, leite, etc. mas apesar das dificuldades, ou talvez por causa dela, as pessoas davam mais valor à vida, eram mais espirituosas, amorosas.

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