quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Até quando?!

Mais um crime bárbaro em Vitorino. Jovem é assassinado a golpes de faca e enxada em plena luz do dia. E a pergunta que todos fazem: como é possível uma cidade do porte de Vitorino, que até pouco tempo atrás era um poço de tranquilidade, uma pacata cidadezinha do interior, se tornar um local com altos índices de violência? O que está acontecendo com nossa juventude? Será falta de Deus? Drogas? Falta de perspectiva de vida? 

Já postamos inúmeras notícias sobre crimes contra a vida ocorridos em Vitorino, infelizmente a vida por aqui não tem mais o mesmo valor que um dia teve. Alguma coisa se perdeu, as instituições primárias da sociedade parecem estar em decadência por essas bandas. Banalizou-se a existência humana. Qualquer mal-entendido ou discussão acaba em morte, será que isso acontece por causa da impunidade que se observa com frequência? Falta de policiamento? Morosidade  da justiça? acredito que esses fatos podem até colaborar, mas não são razões para tanta violência. O problema está na própria sociedade, é ela que alimenta os jovens de falsas felicidades e realizações imediatas; ilusões trazidas pelo consumismo, imediatismo das relações e falência da instituição família.

Nossa juventude não tem mais planos para o amanhã, não pensa mais no futuro, quer tudo agora e tudo de uma só vez, não tem perspectiva de conquista, não cultiva mais valores caros às gerações anteriores, ser honesto tá fora de moda. A situação fugiu a qualquer controle, e muito do que está aí, é resultante da cultura massificada e pasteurizada criada para vender qualquer coisa o mais rápido possível a quem puder pagar e quem não pode pagar, também não pode esperar para conquistar com o suor do trabalho, porque se for esperar, vai sair de moda; então, só resta apelar para o caminho mais fácil e rápido, mas que nem sempre é o mais correto.

O jovem quer andar na moda, com o celular de última geração, roupas de grife, tênis de marca famosa, moto, carro, quer andar com dinheiro no bolso para gastar nas baladas, etc., essa vida de ilusões, de felicidade imediata e comprada tem um preço, preço que a maioria absoluta das famílias vitorinenses não pode bancar para seus filhos. Mas até aí, tudo bem, a coisa não se agravaria tanto, a questão se complicou de vez foi com a chegada das drogas a essa cidade; o tráfico, uso e suas consequências tem colocado a perder uma geração inteira, tirado vidas e a paz das famílias e sociedade em geral.

Não adianta tapar o sol com peneira e culpar a justiça, a policia, o prefeito, o estado, ou até mesmo Deus; temos que entender que a justiça é um fim e não um começo. Tanto a justiça quanto a policia só entrem em ação para corrigir as falhas encontradas na sociedade, foram constituídos para  intervir para manter a ordem.

Mas, sejamos franco, o que nossa cidade tem a oferecer para nossos jovens frente a essas novas realidades? Nossa juventude não tem opções para crescer e se desenvolver enquanto cidadão, a única porta que encontra aberta é a que dá para as drogas. As pessoas estão migrando cada vez mais da zona rural para a zuna urbana, e ao chegarem na cidade elas não encontram trabalho, escola, curso profissionalizante, esporte, ou qualquer incentivo que lhe dê esperança e perspectiva de futuro; só encontram incentivo e influencias de alguns que por aqui já estão para praticar o que não deve.

Enquanto não abrirmos os olhos para essa situação, mais cidadãos pagarão com a vida pela inercia de todos, e poderá ser qualquer um de nós. Esse é o grande desafio para a nossa sociedade e  governo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vitorino: saída pela união

Este texto foi publicado em agosto de 2011, enviado por um leitor do blog. A pedido do mesmo, que observando a realidade de hoje, sugeriu que fosse postado novamente para se ter uma ideia de como a situação não mudou, pelo contrário, tem piorado a cada dia, publicaremos na íntegra novamente. Acompanhe...

"Vitorino Freire, cidade com apenas 59 anos e uma população pequena, apresenta os efeitos cruéis das mazelas sociais. Sua situação é o retrato de todas as cidades pequenas do Maranhão. Com base em dados do censo do IBGE essa matéria coloca sobre a mesa seus principais problemas. Mas a ação conjunta de autoridades, sociedade e instituições públicas e privadas podem resolvê-los. Ainda tem jeito"... Leia mais

Edvalson Bezerra Silva (Mocoin)*

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Nosso Faroeste de cada dia

De uns tempos pra cá, Vitorino está se transformando em terra sem lei. A população está acuada, a insegurança provoca medo nas pessoas. Tem sido raro passarmos uma semana de paz, sem violência. Aqui se mada por futilidades, roubos e assaltos são praticados a luz do dia, o banco já deve tá deixando até separado o do assaltante. Qualquer discussão de mesa de bar, termina com alguém estendido no chão. Invade-se uma casa procurando uma pessoa pra matar, se não encontra quem procura, mata qualquer um, pra não perder a viagem. Roubo de moto já virou rotina. Arma de fogo já é tão popular quanto celular, quase todo mundo tem; e quem tem, quer usar; e pra usar, qualquer motivo serve. Hoje, em plena 5h da tarde, um senhor foi baleado na porta a sua casa, por motivo banal. E próxima semana já é carnaval... precisa dizer mais alguma coisa que simplesmente "beba com moderação?"...