terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vão-se os eleitores e ficam os políticos

Em época de eleições em Vitorino é sempre assim: vão-se os eleitores e ficam os políticos. No sábado, primeiro do mês de setembro, foi mais uma data que vai entrar para as estatísticas de tragédias do período eleitoral. Os candidatos deveriam ter um pouco mais de responsabilidade ao realizar suas manifestações políticas. Os eleitores são incitados a seguir seus respectivos candidatos onde quer que eles estejam; em dia de comício, o chamamento geral, carros de sons sobem e descem a cidade convidando a população a se fazer presente para ouvir e aplaudir o candidato da vez; no dia seguinte a cena se repete, mas quem chama é o outro candidato.

O carro de som anuncia coisas do tipo: "o candidato tal convida a todos para o maior comício da história política de Vitorino, vá e leve sua família, TEREMOS CARROS DISPONÍVEIS PARA LEVAR E PARA TRAZER". Muita gente atende o chamado e sai do conforto do seu lar para assistir e ouvir o que os candidatos têm a dizer, até aí tudo bem, o problema é que as pessoas não se dão conta dos riscos que correm ao viajar pelas vias precárias e em trasportes inadequados para passageiros.

O risco é iminente e as tragédias sempre acontecem,  a mais recente ocorreu na noite do último sábado. Acidentes dos dois lados, os dois grupos sofreram baixa. Um homem conhecido como Dedé, que voltava de um comício em um povoado da cidade, se desequilibrou e caiu da carroceria da caminhonete em que viajava, na queda bateu violentamente com a cabeça e morreu na hora.

O outro acidente, também envolvendo o transporte irregular de passageiro, ocorreu praticamente  no mesmo horário que primeiro caso citado, mas em em outro região da cidade; o caminhão saiu da estrada após a cobertura da carroceria ceder com o peso das pessoas que viajavam em cima. Veja as fotos e entenda melhor o absurdo que acontece por aqui.




Enquanto os candidatos viagem no conforto de suas hi-lux e S10, os eleitores são trasportados em caminhões pau-de-arara correndo risco de morte. Nesse caso o absurdo é ainda maior porque além de o transporte ser feito de forma precária, os próprios passageiros, no calor da emoção, acabam contribuindo para o pior. Alguns mais afoitos, devido à lotação da carroceria ou por simples vontade de correr mais risco ainda, preferem viajar em cima da cobertura da carroceria, como foi o caso desse acidente; a cobertura não resistiu e tombou com o peso dos passageiros que viajavam em cima. Houve muita gente ferida, segundo informações, um homem teve os testículos decepados no acidente e outro morrido no hospital.

Um comentário:

  1. de todas as maneiras vocês procuram falar da outra candita, não lembram do que aconteceu com o rapaz q vinha de um movimento politico do Ze 70 e caio de cima de um carro onde não tinha segurança alguma.

    ResponderExcluir

Aguarde! Publicaremos seu comentário.