quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Renomeando monumentos



Está em tramitação na câmara de vereadores de Vitorino o polêmico projeto de lei que pretende mudar o nome do Estádio  Municipal. De acordo com a proposta, o Estádio César Bandeira “O BANDEIRÃO” passaria a ostentar o nome do atual prefeito, José Ribamar Rodrigues (seria “O RODRIGÃO” OU “O GUERREIRÃO”?), uma clara oportunidade que o prefeito encontrou para perpetuar seu nome na história desse município, o que considero absolutamente desnecessário, uma vez que Ribamar é um dos prefeitos que mais tempo ficou no cargo, não vejo motivos para sair desesperadamente pela cidade tentando mudar nomes de monumentos e impondo o seu e de sua família. Para o bem ou para o mal, seu nome já faz parte da história desse município.

Longe da discursão sobre perpetuar nomes e sobrenomes de quem quer que seja, parece que a questão é mais de rivalidade política que de homenagem. Caso o atual prefeito consiga realizar a proeza de rebatizar o “BANDEIRÃO” para “O GUERREIRÃO” ou mesmo “RODRIGÃO” sei lá... poderá abrir um precedente de próximos governantes que também vão querer homenagear a si mesmo ou a algum parente querido e ao mesmo tempo tentar fazer esquecer o nome de seus antecessores.

Toda e qualquer obra pública só sai do papel com recursos públicos, dinheiro público, impostos, dinheiro da população; justo seria se tais obras levassem o nome de pessoas do povo e não de  políticos que se julgam no direito de pô seu nome no que não lhe pertence. Pago meus impostos, assim como todo cidadão, tenho parte nas “benfeitorias” da cidade e nem por isso meu nome ou o nome do meu vizinho ou qualquer outro morador “comum” está em escola, hospital, estádio, etc...

Não sou contra mudar o nome do Estádio Municipal, pelo contrário, deveríamos mudar não só o “BANDEIRÃO”, mas outras obras que estão por aí homenageando políticos, que além de não fazerem nada pelo povo, ainda querem ser lembrados emprestando seus nomes a obras públicas.

ESSE MOMENTO É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA SE PENSAR UM OUTRO PROJETO DE LEI QUE ESPERO VER TRAMITAR FUTURAMENTE, O DE MUDAR O NOME DA NOSSA BELA PRAÇA CENTRAL QUE MERECE UM NOME MENOS ESCROTO.

Proponho “PRAÇA DA LIBERDADE”. Sejamos visionários, saiamos na frente. Um dos primeiros municípios a extirpar do nosso presente e do futuro as homenagens à OLIGARQUIA. O fim está próximo, o povo prevalecerá! À oligarquia o passado.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

César Bandeira prepara volta à vida pública


Conversei domingo passado, durante almoço em comemoração ao aniversário do jornalista Félix Alberto Lima, com o ex-deputado e diretor-geral da Facam (Faculdade do Maranhão, César Bandeira.
Ele não disse, mas deu a enteder que prepara sua volta à vida pública:
César Bandeira e a mulher Tatiana no aniversário de Félix Lima. Foto: PH Revista
- Estou me estruturando – declarou em tom enigmático ao ser questionado sobre o assunto;
- O senhor pretende volta à política – insisti;
- Quem viver, verá! – respondeu.
O ex-deputado, abatido em 2006 pela denúncia de envolvimento na “máfia dos sanguessugas” sendo que nada ficou comprovado contra ele, contou ao blog que a Facam já atua com cursos à distância em 38 municípios maranhenses.
Afirmou ainda estar inaugurando os novos transmissores da Rádio e TV Água Branca, em Vitorino Freire, ampliando o raio de ação da emissora para toda a região.
Se realmente resolver voltar à política, o DEM não será mais sua casa. Ele não confimrou nem negou uma filiação ao PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassad, e no Maranhão sob o comando do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), através da mulher Nice Lobão (DEM).
Bandeira contou ter sido convidado ano passado pelo ex-governador José Serra (PSDB) a ingressar no ninho tucano e ser um os candidatos a senador pelo Maranhão fazendo dobradinha com Roberto Rocha (PSDB).
- Se tivesse aceitado teria uns 600 mil votos, não me elegeria, mas tiraria a eleição de João Alberto (PMDB). Não aceitei porque não sou traidor – disse numa suposta referência ao ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).
Em 2002, Bandeira e o senador José Sarney foram os únicos a defender, dentro do grupo, a candidatura do então governador à reeleição. Como “prêmio”, o ex-deputado nunca sequer foi recebido por José Reinaldo no Palácio dos Leões.
Em 2005, um ano antes do escândalo dos sanguessugaas, ele surpreendeu o mundo político em Brasília ao disputar a primeira vice-presidência da Câmara com o então colega de PFL José Thomaz Nonô (AL). A eleição terminou empatada no primeiro turno – Bandeira acabou derrotado no segundo turno.
Naquele ano Severino Cavalcante foi eleito presidente da Casa. Acabou cassado alguns meses depois.
Blog do  Décio 
  1. Salis Chagas – Jornalista e Assessor de Imprensa
    4 abril, 2011 as 07:20
    Durante minha infância e adolescência vi muitas vezes César Bandeira nos palanques dos comícios pedindo votos ou apoiando candidatos ao cargo de prefeito no Município de Vitorino Freire (MA). Hoje, onze anos fora daquela cidade, noto que César Bandeira (não diferente da maioria dos políticos) lembra daquele povo apenas no período das eleições.
    O sistema de comunicação Água Branca – nome que faz menção ao antigo nome do município –, citada na matéria, poderia ser mais amplamente produzida. Tanto a rádio quanto a TV são direcionadas a uma única voz, o apresentador de comícios Pinha. Hoje tenho 28 anos e desde que me entendo por gente sempre foi assim.
    Vitorino Freire hoje cresceu. Visitei a cidade recentemente e me assustei com o aumento da população e também dos casos de violência.
    Há muitos jovens ociosos. Pessoas que precisam trabalhar e o sistema de comunicação do município praticamente em desuso.
    Fica aqui o meu apelo a César Bandeira, o vitorinense não quer apenas votar e Elegê-lo como representante. O vitorinense quer trabalho e oportunidade.
    Salis Chagas – Jornalista e Assessor de Imprensa na Câmara dos Deputados - Brasília (DF.)