segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vitorino: saída pela união

Este texto foi publicado em agosto de 2011, enviado por um leitor do blog. A pedido do mesmo, que observando a realidade de hoje, sugeriu que fosse postado novamente para se ter uma ideia de como a situação não mudou, pelo contrário, tem piorado a cada dia, publicaremos na íntegra novamente. Acompanhe...

"Vitorino Freire, cidade com apenas 59 anos e uma população pequena, apresenta os efeitos cruéis das mazelas sociais. Sua situação é o retrato de todas as cidades pequenas do Maranhão. Com base em dados do censo do IBGE essa matéria coloca sobre a mesa seus principais problemas. Mas a ação conjunta de autoridades, sociedade e instituições públicas e privadas podem resolvê-los. Ainda tem jeito"... Leia mais

Edvalson Bezerra Silva (Mocoin)*

5 comentários:

  1. O abandono do Norte e Nordeste é produto direto da ausência do Estado no seu interior. Incrivelmente, resistem currais eleitorais, famílias que controlam vidas e impedem representações populares legítimas. Trata-se de um jogo em que as capitais e seus poderosos, para não ser incomodados e garantir apoio, fazem um pacto de silêncio aos absurdos dos desmandos históricos. O povo, até então refém, agora percebe que a fiscalização é um direito e obrigação. Não podemos esperar que a ação conjunta das autoridades seja espontânea, antes, que venha da pulverização do poder político. Se ensinado nas escolas a fiscalização de contas e frequências dos vereadores e prefeitos, aprendendo a formalizar denúncias no Ministério Público, ou mínimas noções de direito... A solução, como sugere o autor, deve vir da necessidade do povo e de suas cobranças. Representantes políticos devem ser postos em seus devidos lugares: empregados!

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  2. Edvalson, é penoso concordar que Vitorino Freire não é mais aquela cidade tranquila, com gostinho de "colo de mãe", que transmitia segurança e paz de espírito. Hoje, esses sentimentos foram substituídos pelo "estado de alerta", como se algo fora do comum fosse acontecer a qualquer tempo. Você diz que a cidade cesceu. Parece que não. Apenas está tomando ares de cidade grande. Os problemas cresceram!... E se a cidade cresceu, não se desenvolveu: jovens fora da escola, falta de empregos, drogas, armas, violência, trânsito sem lei não são indicadores de crescimento, tampouco, de desenvolvimento. Ao contrário, indicam retrocesso. No entanto, como você, eu acredito que ainda tem jeito! Esses dados não conseguem esmaecer os valores das famílias vitorinenses, tão bem ressaltados no seu texto. Confiante nesses valores é que acredito que, juntos, não deixaremos que a omissão legitime essa realidade. Este trecho do poema "No Caminho, com Maiakóvski" de Eduardo Alves da Costa, reflete o lugar que a omissão pode nos levar:

    "Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada."

    E, é nesse lugar que não queremos chegar.

    A saída é pela união! Afinal, são nossos filhos as maiores vítimas!

    Rosiléia Saraiva

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  3. Edvalson,
    Fiquei feliz ao ler o seu blog. Não pelas notícias veículadas, de insegurança, de despreparo da polícia ou de descaso das autoridades constituídas, mas por ver que nesse agreste existe uma pessoa que não se cala, que sabe discernir a situação e se posicionar. Conte com o meu apoio. Meu blog é seu.
    http://www.paginadedireito.com

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  4. Marx afirma que a consciência humana é sempre social e histórica, isto é, determinada pelas condições concretas de nossa existência.

    Afirma Marilena Chauí e eu concordo com ela em gênero, número e grau: _ Isso não significa, porém, que nossas idéias representem a realidade tal como esta é em si mesmo. Se assim fosse, seria incompreensível que os seres humanos, conhecendo as causas da exploração, da dominação, da miséria e da injustiça nada fizessem conta elas. Nossas idéias, historicamente determinadas, têm a peculiaridade de nascer a partir de nossa experiência social direta. A marca da experiência social é oferecer-se como uma explicação da aparência das coisas como se esta fosse a essência das próprias coisas.


    Não só isso. As aparências – ou o aparecer social à consciência – são aparências justamente porque nos oferecem o mundo de cabeça para baixo: o que é causa parece ser efeito, o que é efeito parece ser causa. Isso não se dá apenas no plano da consciência individual, mas sobretudo no da consciência social, isto é, no conjunto de idéias e explicações que uma sociedade oferece sobre si mesma.

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  5. "A cidade tem o direito de progredir. Eu tenho o direito de não gostar daquele tipo de progresso. Tenho o direito de ficar decepcionada se não encontro lá, aquilo que eu antes encontrava."
    . os bate-papos saudáveis nas portas de rua;
    . a camaradagem dos amigos de infância;
    . a tranquilidade;
    . as casas de portas aberta, dia e noite, noite e dia.
    Éramos felizes e não sabíamos

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