terça-feira, 31 de março de 2009

Terra das Palmeiras

Nossa região tem uma peculiaridade que a caracteriza e a distingue de qualquer outra região do planeta, sem exagero. Trata-se da palmeira, ou melhor, das palmeiras; palmeiras essas que inspiraram e inspiram muitos corações distantes, mas saudosos dessa terra sem igual. Um grande poeta maranhense, apaixonado por essa terra, tornou essa árvore mundialmente conhecida em um dos seus poemas que, aliás, faz parte inclusive do nosso hino nacional; trata-se de Gonçalves Dias, ilustre maranhense, orgulho de nossa gente, porém ainda pouco valorizado. Para onde se olha só se ver palmeiras, é algo tão comum que nem nos damos conta dessa incrível obra de artes da natureza. Quem dera tivéssemos a mesma sensibilidade de Gonçalves Dias em relação a essa planta. Atrevo-me a dizer que a palmeira de babaçu está para nós maranhenses assim como o bambu está para os orientais, sem sombra de dúvida.
Canção do exílio
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Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Natureza vitorinense

Vitorino tem uma terra muito fértil; essa foto é de um melão-de-são-caetano, aquele mesmo que dá nas cercas, no quintal. Antigamente era utilizado como brinquedo pelas crianças da região, hoje não mais, elas preferem o computador. Mas dêem uma olhada no tamanho desse melão... Ele é verdadeiro, não pense você que é de "mentirinha", porque não é; esse achado causou muita admiração na cidade. Será conseqüência do aquecimento global, uma espécie pouco conhecida ou nossa terra que é especial? Prefiro ficar com a ultima opção, mas tirem suas conclusões.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Economia, Babaçu, Trabalho e Produção.

A economia da nossa cidade tem como carro chefe a agricultura familiar e pecuária, mas há também o funcionalismo público e a aposentadoria dos nossos idosos que ajuda a manter a roda da economia girando em Vitorino. O comércio do babaçu é responsável pelo sustento de centenas de famílias vitorinenses; o babaçu é um fruto nativo da região e existe em abundância em quase todo estado do Maranhão. A parte comestível do babaçu, ou seja, o bago é vendido pelas quebradeiras de coco nos postos de coleta espalhados em toda a cidade, geralmente em pequenas mercearias, que servem de intermediárias; em seguida o estoque é recolhido por caminhões que transportam a produção até as fábricas que manipulam o fruto transformando-o em sabão em pedra e óleo vegetal. A casca do babaçu tem tanto, ou mais valor, que o próprio fruto em si; pois diferentemente do bago, a casca fica com as quebradeiras que, ao atingirem uma quantidade considerável, transformam as cascas em carvão vegetal, o qual é utilizado pelas próprias famílias em substituição ao gás de cozinha e sendo disponibilizado o excedente para a venda no município. (discorreremos mais profundamente sobre o babaçu e sua utilização em postagem futura). O babaçu é recolhido nas fazendas da região, há uma lei estadual denominada “babaçu livre” que obriga os fazendeiros a permitirem a circulação das quebradeiras em suas terras. Falando em fazendeiros, essa é outra atividade que contribui para a economia local. A produção de carne bovina e leite nas fazendas que circundam a cidade é o suficiente para o abastecimento da população, não sendo necessária a importação de tais produtos. Os produtores rurais, além do abastecimento, são responsáveis também pela manutenção de empregos no campo, fazendo com que o nativo da cidade não precise ir para os grandes centros urbanos a procura de trabalho para sustentar sua família. O funcionalismo público, aposentadoria e os benefícios do governo federal às famílias carentes, são forças imprescindíveis na economia vitorinense. Nos dias de pagamento para esses setores é visível a grande movimentação nas lojas e mercearias, pessoas comprando e outras vendendo; as ruas do centro ficam pequenas para tanta gente que chega dos povoados aumentando o contingente local. Passada toda essa euforia provocada pelo dinheiro, tudo volta ao seu estado de calmaria, pelo menos até o próximo mês. As conseqüências da crise mundial ainda não chegaram por aqui e certamente não chegarão; esse é o lado positivo nas cidades pequenas como a nossa, pois vivemos da produção local e não temos grandes indústrias e fábricas que necessitam de capital externo para manter a produção e os empregos; sendo assim, os impactos da crise são quase imperceptíveis e a vida segue numa só tranqüilidade.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Governo do Maranhão: Jackson x família Sarney

É com pesar e grande consternação que o povo maranhense recebe a infausta notícia do provável retorno de Roseana Sarney ao cargo de governadora do Estado. Como se já não fosse o bastante “Sarney pai” ter conseguido o cargo de presidente do Senado, (Obs.: José Sarney se diz defensor das causas maranhenses, porém é senador pelo estado do Amapá) agora sua filha retorna ao posto de governadora. Nosso país mostra mais uma vez que a tão comemorado democracia conseguida em troca das vidas de milhares de brasileiros na época da ditadura militar, pode não ser tão sólida como pensávamos. No apagar das luzes da noite da ultima terça feira, atendendo aos interesses da família Sarney, inconformada com o declínio do coronelismo no nosso estado, apela para a justiça para retomar o poder e continuar os desmandos em nossa região. Jackson recorreu, agora é aguardar e esperar que seja feita justiça realmente, pois quem é maranhense sabe o que acontece nessa região praticamente desconhecida daqueles que julgam o caso e acham que fazem a coisa certa.

domingo, 1 de março de 2009

Domingo na grande cidade

Diferentemente do que acontece em outras cidades, a grande maioria da população de Vitorino Freire ainda preserva a antiga tradição do “domingo dedicado ao Senhor”. Dia de pôr a melhor roupa e ir à igreja para se desfazer dos pegados cometidos durante a semana (é assim que muitos pensam). Durante o dia, pra ser mais exato, à tarde, a cidade se transforma em uma cidade fantasma, é uma calmaria só; todo mundo em suas casas. Durante a noite a movimentação aumenta; as pessoas saem, vão às igrejas, danceterias, barzinhos e, é claro, à praça central, local democrático freqüentado por todos os públicos. Quanto a religião, a população é predominantemente católica e protestante, esses fieis freqüentam os dois maiores templos da cidade.
 
Templo Evangélico e Templo Católico